Hugo Chávez: A morte de um líder

Hugo Chávez, nasceu em 1954 no seio de uma modesta família de professores. Depois dos estudos na Academia Militar da Venezuela, matriculou-sena Universidade Simón Bolivar de Caracas. Sonhava ser campeão debasebol.
No entanto, em 1992, criou oMovimento pela Revolução Bolivariana.Encabeça um golpe de Estado contra o presidente Pérez mas fracassa e passadois anos na prisão mas declara: “Já é tempo de refletir vão surgir novas situações e o país tem que seguir para um destino melhor.”
Quando foilibertado,em 1994, mediu a amplitude da suapopularidade e fundouo “Quinta República”,versão civil do seumovimento revolucionário e, em 98apresenta-se às eleições.
O slogan da campanhade Chávez apresentava-o como o “açoiteàoligarquia e o herói dos pobres”. O autoproclamado defensor dos mais desfavorecidos dizia-se disposto a acabar com a corrupção que devastava o país. As promessas surtiram efeito: ganhou as eleições com uma ampla margem etomou possesob uma Constituição queconsideravamoribunda. Mas a corrupção não acabou, pelo contrario.
Depois de um referendo, ganho com 92% dos votos, fundou uma nova Assembleia Constituinte eum ano depois, redigiu uma nova Constituição.
Em 2000, foi reeleito e rebatizou o país com o nome deRepública Bolivariana da Venezuela. Mas as coisas complicaram-se depois dos atentados do 11 de setembro. A queda dos preços do petróleo desencadearam uma grave crise económica
As medidas do governo de Chávezno período de crise, principalmente com a reforma agrária e a nacionalização do setor petrolífero, irritaram grande parte da população.
Depois de uma série de greves orquestradas pela oposição e pelo patronato, o clima de tensão culminou em 2002 com um golpe de Estado contra Chavez, sequestrado e libertado pelos apoiantes24 horas depois, maisfanfarrão do que nunca.
O petróleo é a arma pesada da Venezuela. E não se coibiu dea utilizar no terreno diplomático para se converternum ator importante a nívelinternacional.
Graças ao ouro negro financioutambém osprogramas sociais defendidos pelarevolução bolivariana. E com eles,milhares de venezuelanos puderam ir à escola, alimentar-se e receber assistência sanitária. A pobreza diminuiu consideravelmente, mas mantiveram-se as desigualdades e a fragilidade daeconomia dependente dopetróleo.
No plano internacional, asamizades que manteve tinhamum denominador comum:um feroz anti-americanismo.
Com Ahmadinejadfez acordos económicos e diplomáticos para construir um “eixo do bem” que servisse de contrapeso ao imperialismo norte-americano. Manteve ótimas relações comKadhafie com Fidel Castro, a quem considerou opai político.
Militante ativopela autosuficiência do continente sul americano, tratou de impulsionar a ideia de desenvolver projetos comuns em cada cimeira da UNASUR, a começar pela criação de um Banco do Sulpara apoiariniciativas sem a tutela do FMI e do Banco Mundial. Defendeu a criação de uma moeda única para garantir a estabilidade económica da região.
No estrangeiro, aimagem de provocador, irritava mais do que divertia, comoficou provado no incidente com orei de Espanhaem 2007.
Era o Rei dos pobres, por um lado, mas popular e populista, não prescindia das luzes daribalta. Os críticos acusam-no de autoritarismo.
Carismático, herdeiro autoproclamado do libertador Simón Bolívar, Hugo Chávez, o antagonista do império, como ele chamava aos Estados Unidos reforçou a lenda lutando contra o cancro. A doença declarou-se em 2011. Tratou-se emCuba.
O cancro não o impediu de se apresentarnas eleições, pela quarta vez, em 2012. A Constituição também não, desde a exclusão do limite de mandatos aprovada por referendo em 2009, depois de uma primeira tentativa em 2007.
Aposta, aparentemente, ganha.A 7 de outubro de 2012 Chávez continua no palácio presidencial de Miraflores depois de 14 anos à frente da presidência da Venezuela.
Mas a 8 de dezembro, um mês antes do início do seu quarto mandato, o presidente anuncia uma recaída. Sobre o tipo de cancro nada se fala. É marcada uma nova operação, em Cuba, mas Chavez não quer abandonar o país antes de deixar tudo organizado e escolher um sucessor: “Nesse cenário, que obrigaria a convocar, como manda aConstituição, eleições presidenciais, vocês elejam Nicolas Maduro como presidente da República Bolivariana da Venezuela.”
Até ao último momento, Hugo Chávez continuou a garantir a sobrevivência da sua “revolução bolivariana”. E,por isso,pediuao seu governo, ao seu partidoe ao exército lealdadeao seu sucessor, Nicolas Maduro: “Viva a Pátria… viva as forças armadas.”
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